Se recordo correctamente, são 9 km.
9 km a distância marcada num marco quilométrico, velhinho, tão velhinho que já ninguém o vê no meio dos gases de escape dos carros e das pedras e calhaus dispersos aqui e ali.
Tão pouco marcante hoje, este marco, que a ninguém incomoda e ninguém o chateia.
Mas está lá, na Benfica antiga do séc XVIII, bem marcado para quem o quiser ver, se nisto não puder acreditar quem vive em Lisboa e em Benfica: "Lisboa: 9 km"...
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Lisboadolescência
Lisboa também é história para quem é lisboeta, inevitavelmente. Tem sempre sabor de contínuo temporal, de regresso a casa.
Esta semana tive jantar com a turma da escola secundária. Já temos pelo menos o dobro da idade que tínhamos quando nos conhecemos e pela primeira vez apareceram mais professores que alunos. Todos tendemos a divergir, evoluir, mas não mudámos, aliás, há coisas que nunca mudam.
A Prof. Manuela continua observadora atenta e discreta, a Prof. Luísa conversa hoje como ontem como quem goza uma tertúlia, a Prof. Honorina mantém intacto o seu afecto semi-sacudido, a Prof. Mª José ainda veste o espírito do lado de fora do corpo e ao Prof. Rui eu continuo sem conseguir dizer, oralmente, aquilo que me apetece transmitir e para o que só escrevendo encontro as palavras que penso que não me trairão.
Por isso aqui vai, por escrito, para o Prof. Rui: não sei se tem ou teve talento para a música, mas tenho a certeza que teve e tem um talento enorme para ensinar, nomeadamente no que ensinar tem de formar, tocar, agitar e acolher, muito mais que informar. Pela minha parte, estou muito contente por ter dado largas ao dom de ser Professor, e o ter generosamente distribuído, também por mim.
E a todos estes Prof. o meu muito obrigada: porque estiveram lá com uma humanidade gritante e continuam a estar, espantosamente, contrariando probabilidades, preguiça e esquecimento.
Esta semana tive jantar com a turma da escola secundária. Já temos pelo menos o dobro da idade que tínhamos quando nos conhecemos e pela primeira vez apareceram mais professores que alunos. Todos tendemos a divergir, evoluir, mas não mudámos, aliás, há coisas que nunca mudam.
A Prof. Manuela continua observadora atenta e discreta, a Prof. Luísa conversa hoje como ontem como quem goza uma tertúlia, a Prof. Honorina mantém intacto o seu afecto semi-sacudido, a Prof. Mª José ainda veste o espírito do lado de fora do corpo e ao Prof. Rui eu continuo sem conseguir dizer, oralmente, aquilo que me apetece transmitir e para o que só escrevendo encontro as palavras que penso que não me trairão.
Por isso aqui vai, por escrito, para o Prof. Rui: não sei se tem ou teve talento para a música, mas tenho a certeza que teve e tem um talento enorme para ensinar, nomeadamente no que ensinar tem de formar, tocar, agitar e acolher, muito mais que informar. Pela minha parte, estou muito contente por ter dado largas ao dom de ser Professor, e o ter generosamente distribuído, também por mim.
E a todos estes Prof. o meu muito obrigada: porque estiveram lá com uma humanidade gritante e continuam a estar, espantosamente, contrariando probabilidades, preguiça e esquecimento.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Normalisboa
É oficial: acabaram as férias, começaram as aulas, Lisboa volta ao normal. Quase que aposto que daqui até ao Natal o trânsito é sempre a piorar, a maioria das pessoas vai apanhar uma gripe, a luz do verão é substituída pelas luzes decorativas e por último, mas não menos importante, as carrinhas dos gelados, daqui a uma semana ou duas, dependendo do tempo, serão substituídas pelas das castanhas assadas!
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Contribuição autárquica
Hoje há uma capa de jornal que compara, salvo erro, as contribuições dos munícipes Lisboetas com os Portuenses para as suas Câmaras, pagando os primeiros quase mais 130€ - presumo que por ano - que os segundos.
Tendo já vivido em ambas as cidades, sabendo de experiência própria que a qualidade de vida no Porto é maior, que maior em Lisboa são fundamentalmente o custo de vida, a poluição e o número de carros a empacotar ruas, passeios e estacionamentos, pergunto:
AFINAL AONDE É QUE ESTÃO OS MEUS 130€ A MAIS DE QUALIDADE DE VIDA PAGOS À CÂMARA?!...
Tendo já vivido em ambas as cidades, sabendo de experiência própria que a qualidade de vida no Porto é maior, que maior em Lisboa são fundamentalmente o custo de vida, a poluição e o número de carros a empacotar ruas, passeios e estacionamentos, pergunto:
AFINAL AONDE É QUE ESTÃO OS MEUS 130€ A MAIS DE QUALIDADE DE VIDA PAGOS À CÂMARA?!...
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
O formigueiro
As formiguitas voltaram ao formigueiro ainda com o ritmo de buzinadelas e impropérios desacelerado pelas férias, mas é coisa p'ra durar uma semana, se tanto. Afinal, já tudo parece ter regressado ao normal, e o normal está cheio de gente por todos os lados.
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