quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Aproximação
Deve ser nesta altura do ano que Lisboa mais se aproxima da paisagem do resto do país: em Agosto, tudo anda a meio gás e só funciona de vez em quando, de preferência quando a pessoa certa voltar de férias.
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Ai, meu lindo Agosto!...
Sim senhor!, até dá gosto
estar por Lisboa em Agosto:
sair de casa às nove e um quarto
e chegar ao trabalho sem estar já farto;
sair à uma p'ra almoçar
e não ter de esperar;
não há nada que seja urgente
nem telefones a chamar a gente;
só a temperatura é demasiado alta
mas a praia anima a malta;
ou seja: é mesmo um gosto
andar por Lisboa em Agosto...
estar por Lisboa em Agosto:
sair de casa às nove e um quarto
e chegar ao trabalho sem estar já farto;
sair à uma p'ra almoçar
e não ter de esperar;
não há nada que seja urgente
nem telefones a chamar a gente;
só a temperatura é demasiado alta
mas a praia anima a malta;
ou seja: é mesmo um gosto
andar por Lisboa em Agosto...
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Apelo
Não podiam ser, de facto, mais fúnebres os cemitérios portugueses. Abandonado o abrigo da terra que ainda pode, com uma certa imaginação, parecer leve, abraçou-se o peso da perda irreversível em forma de lajes maciças em mármore ou calcário, brancas desoladas e áridas como a tristeza.
Abaixo os cemitérios latinos, vivam os cemitérios-jardim nórdicos! E ao menos no Alto de S. João, onde a vista privilegiada sobre o rio faz conciliar a paz dos mortos com a serenidade dos vivos, por favor não esquartejem o pouco de reconciliador que ali pode haver em tiras e interstícios entre mausoléus...
Abaixo os cemitérios latinos, vivam os cemitérios-jardim nórdicos! E ao menos no Alto de S. João, onde a vista privilegiada sobre o rio faz conciliar a paz dos mortos com a serenidade dos vivos, por favor não esquartejem o pouco de reconciliador que ali pode haver em tiras e interstícios entre mausoléus...
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
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