Não podiam ser, de facto, mais fúnebres os cemitérios portugueses. Abandonado o abrigo da terra que ainda pode, com uma certa imaginação, parecer leve, abraçou-se o peso da perda irreversível em forma de lajes maciças em mármore ou calcário, brancas desoladas e áridas como a tristeza.
Abaixo os cemitérios latinos, vivam os cemitérios-jardim nórdicos! E ao menos no Alto de S. João, onde a vista privilegiada sobre o rio faz conciliar a paz dos mortos com a serenidade dos vivos, por favor não esquartejem o pouco de reconciliador que ali pode haver em tiras e interstícios entre mausoléus...